A ciência no caminho para um envelhecimento mais saudável

A expectativa da sociedade em relação ao futuro engloba temas diversos, de carros voadores a novas tecnologias capazes de proporcionar uma vida mais longa. Até o momento, a população continua dirigindo veículos tradicionais e em terra firme, mas a ciência tem mostrado que estamos no caminho para uma vida mais longeva.

A biologia explica que no interior das células temos os cromossomos e, em cada ponta deles, uma estrutura relacionada ao envelhecimento: os telômeros. Atualmente, a ciência os considera um “relógio biológico”. Sua função é impedir o desgaste do material genético e manter a estabilidade estrutural dos cromossomos.

Stevens Rehen, neurocientista do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e professor da UFRJ, explica que, com o passar do tempo, ocorre a erosão natural dos telômeros, fazendo com que as células acumulem alterações em seu DNA e não consigam mais se multiplicar. “Isso pode acarretar doenças e está associado ao envelhecimento. Ou seja, conforme ficamos mais velhos, os telômeros vão encurtando”, explica o pesquisador. A questão é: a ciência é capaz de reverter essa situação?

O neurocientista explica que ainda não, mas a ciência tem estudado essa possibilidade.  Em pesquisas recentes, cientistas conseguiram rejuvenescer camundongos ativando uma enzima chamada telomerase - ou através de um processo de reprogramação celular. “Os pesquisadores conseguiram fazer com que os animais ‘voltassem no tempo’. Eles rejuvenesceram, o pelo ficou mais vistoso, a atividade sexual melhorou e o cérebro ficou mais ativo”, diz Stevens Rehen. 

Nos seres humanos isso ainda não é possível, mas o que já se sabe é que, além do envelhecimento, os telômeros também encurtam quando há um excesso de estresse. “Independentemente do que a ciência poderá nos revelar no futuro, o segredo para uma vida longa pode estar na diminuição do estresse e na boa alimentação”, finaliza o pesquisador.