A Revolução Digital e Novas Tecnologias na Saúde

Open D’Or participa do Simpósio de Tecnologia e Saúde no CopaStar

Neste sábado, o CopaStar recebeu médicos e empreendedores para o Simpósio Tecnologia e Saúde. No Centro de Estudos anexo ao hospital, quatro mesas de debate foram postas em sequência para discussões temáticas entre profissionais da Rede D’Or São Luiz (RDSL) e representantes de startups com serviços em HealthCare.

Antes das apresentações, Gabriela Van der Linden introduziu as startups participantes, muitas delas parceiras do Open D’Or, plataforma de Inovação e Tecnologia do IDOR, que tem como objetivo estimular o empreendedorismo na área da saúde através da conexão entre investidores, serviços tecnológicos, setores corporativos e o meio acadêmico.

Após essa introdução, o diretor de Transformação Digital da RDSL, Ariel Dascal, abriu a primeira mesa temática, A medicina no século XXI - O que está mudando?. Nessa discussão, foram trazidos assuntos como os avanços da longevidade e a busca por uma melhor qualidade de vida para os pacientes. Dr. Miguel Aguiar Neto, representante da Inlags, apresentou brevemente as principais tendências em HealthCare, dando maior foco ao empoderamento dos pacientes que, graças à digitalização, estão mais informados e mais exigentes. Essa nova realidade traz uma necessidade de inovação para as empresas de saúde, que devem investir em engajamentos mais prazerosos, cuidados cada vez mais humanizados e mobilidade de serviços.

David Schlesinger, da Mendelics, fala um pouco sobre o trabalho de sequenciamento genético oferecido por essa startup, que além de rápido, também possibilita que sejam identificadas condições biológicas diferentes em pacientes com uma mesma patologia. Esse recurso permite uma medicina mais personalizada, que combina tratamento clínico e mapeamento genético, entendendo as necessidades particulares de cada paciente. Como debatedores da mesa, também participaram o Dr. Claudio Ferrari, da Oncologia D’Or, e Dr. Hélio Magarinos, do laboratório Richet. As discussões também abordaram os novos desafios trazidos pela digitalização, como o autodiagnóstico por parte dos pacientes e as fontes não confiáveis de informação médica.

A segunda mesa do evento, Inteligência Artificial na medicina - desafios e oportunidades, teve como moderador o Dr. Gustavo Guimarães, da D’Or consultoria. A mesa foi aberta pela apresentação de Nívio Zivani, da Kunumi, empresa especializada em MachineLearning e inteligência artificial (cuja sigla em inglês é AI). Segundo Zivani, os hospitais que não seguirem esse fluxo tecnológico podem ser ultrapassados, tendo em vista que o uso de AI em UTIs já traz benefícios revolucionários aos médicos, unindo os dados e eficiência das máquinas com o conhecimento especializado do profissional. O debatedor da mesa foi o Dr. Fernando Bozza, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino(IDOR). Ele argumentou sobre a necessidade de entender o desenvolvimento tecnológico como uma ferramenta, mas não como solução mágica para os problemas hospitalares, tendo em vista que muitos deles ainda ocorrem a nível da ação e comportamento de profissionais da saúde. Além disso, para o bom funcionamento dos sistemas, os médicos também têm que se comprometer com o preenchimento dos prontuários digitais, o que tem se mostrado um desafio burocrático.

A terceira mesa do evento trouxe como tema os Sistemas de apoio à decisão clínica - mito e realidade. A Dra. Olga Ferreira de Souza, cardiologista da RDSL, foi moderadora do debate, que também abrangeu a apresentação de André Ramos, da Mindify, e as discussões dos médicos Dr. Fernando Sogayar, Dr. Marcus Vinicius dos Santos e Dr. Alfredo Guarischi. Foram trazidos ao debate temas como burnout em profissionais da saúde e também o relato de sucesso do projeto de cardiologia da Rede D’Or São Luiz, que conseguiu aplicar um protocolo unificado em vários estados do país, partindo de uma integração de dados realizada por dezenas de unidades hospitalares da rede.

A última mesa, Bitcoin e Blockchain - o que o médico deve saber, informou ao auditório como funciona o sistema dessa moeda descentralizada que equivaleria ao “ouro digital”, segundo a apresentação de Christian Aranha, head da Rede Entropia. Com moderação de Guilherme Nigri, CEO da Audlist e managing partner da Front Seat Capital, a mesa contou novamente com a participação do Dr. Miguel Aguiar Neto e com os insights de Gabriel Aleixo, pesquisador do Instituto de Tecnologia e Sociedade e analista chefe na QR Capital. Dentre os usos de Blockchain na área de HealthTech, os especialistas apontaram para os benefícios da segurança de dados oferecida pelo sistema, fator que pode beneficiar o sigilo de informações hospitalares.

Ao fim do Simpósio, o auditório engajou em perguntas aos participantes das mesas, o que rendeu muitas discussões sobre os direcionamentos atuais da tecnologia na área da saúde. Os ouvintes, em sua maioria médicos e pesquisadores, também trouxeram contribuições de suas especialidades ao debate, que finalizou-se com muito entusiasmo pelo futuro de mudanças revolucionárias que já estão nos alcançando. Além da programação das mesas, o evento também disponibilizou um espaço para que as startups pudessem demonstrar algumas de suas tecnologias para os participantes. Fora do auditório, havia stands da iClinic, EZorder e Nexodata, além das já mencionadas Mendelics e Mindify.