Arritmias cardíacas: perigo em crescimento

Aumento do número de casos de arritmias no mundo faz com que médicos busquem conhecimento especializado na área. IDOR oferece curso de extensão sobre o tema.

Arritmias cardíacas são, hoje, uma grande preocupação em saúde pública, tendo em vista que afetam um número crescente de pessoas em todo o mundo. Síncope, morte súbita e acidente vascular cerebral (AVC) são algumas das consequências que as arritmias podem gerar. O problema, que pode ter origem genética ou decorrer de malformação congênita ou fatores ambientais, entre outros, atinge homens e mulheres de todas as idades, especialmente os mais velhos.

De acordo com a Sociedade Brasileia de Cardiologia, o aumento no número de casos de arritmias na atualidade pode estar relacionado à piora dos hábitos alimentares e de vida da população mundial. Para contornar esse quadro, médicos e pesquisadores, aliando conhecimento científico e assistência aos pacientes, vêm protagonizando importantes avanços nos métodos diagnósticos e nas abordagens terapêuticas do problema.

“Uma pessoa pode estar muito bem de saúde, mas desenvolver uma arritmia maligna. Se ela não estiver próxima a um local de atendimento imediato, é provável que venha a óbito. Infelizmente, esses exemplos não são raros”, alerta a cardiologista Andrea Silvestre, pesquisadora do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Esses casos, algumas vezes, estão inseridos em um contexto familiar de risco de morte súbita – o desafio é identificá-los com a ajuda do mapeamento genético, tendo em vista que os exames complementares e de imagem cardiológica desses pacientes podem ser normais". Atualmente, o IDOR, em parceria com a Rede D’Or São Luiz, se prepara para inaugurar um centro dedicado ao estudo e diagnóstico genético de canalopatias, grupo de doenças cardíacas hereditárias que levam a um maior risco de arritmias.

Nesse contexto, é fundamental que os profissionais que atuam diretamente no atendimento aos pacientes estejam atualizados em relação às pesquisas mais recentes sobre as arritmias cardíacas. Assim, podem ampliar seu conhecimento sobre o problema, suas causas e as melhores condutas a tomar. Além dos cardiologistas, outros médicos podem se beneficiar dessa atualização, incluindo intensivistas e profissionais que atuam em serviços de emergência, bem como residentes e estudantes de

medicina. "Buscar atualizações e estar próximo a grupos que juntam os universos da pesquisa e da assistência tornam o profissional de saúde cada vez mais capacitado para identificar os casos mais desafiadores", destaca Silvestre.

Desde 2017, o IDOR, em parceria com a Rede D’Or São Luiz (RDSL), oferece o curso de extensão Imersão em arritmias cardíacas, coordenado por Olga Ferreira de Souza, Nilson Araújo e Martha Pinheiro, cardiologistas da RDSL. “Observamos a necessidade de o médico, nos atendimentos emergenciais dos hospitais, reconhecer uma arritmia cardíaca e aplicar o tratamento adequado”, destaca Souza, revelando a motivação para a criação do curso. As inscrições para a próxima turma estão abertas até 14 de outubro.

Curso de extensão: Imersão em arritmias cardíacas

Inscrições até 14 de outubro de 2018.

Carga horária: 12h.

Datas das aulas: 18 e 19 de outubro de 2018.

Local: Auditório do Hospital Copa Star - Rua Figueiredo de Magalhães, 700 - Copacabana, Rio de Janeiro.

Investimento: R$ 600 Informações pelo site, pelo telefone (21) 2323-7636 ou pelo email secretaria.ensino@idor.org (atendimento de 2ª a 6ª, das 10h às 18h).